MEC e consultores dão 10 dicas básicas
para os vestibulandos se prevenirem de instituições
problemáticas
ANTES DA MATRÍCULA
Simone Iwasso
Concluir o ensino médio, escolher a carreira e, enfim, prestar
o vestibular. Entre essa seqüência já bastante
difícil para qualquer estudante, vale a pena fazer uma pausa
para analisar com cuidado as instituições que oferecem
o curso escolhido.
Pesquisar informações para só depois fazer
a inscrição pode evitar aborrecimentos futuros em
faculdades sem infra-estrutura, condições de ensino
precárias e até mesmo não autorizadas pelo
Ministério da Educação (MEC).
Para isso, especialistas em consultoria na área educacional,
e o próprio ministério, listam pelo menos dez passos
para auxiliar na pesquisa - e conhecer melhor o local onde o estudante
poderá passar pelo menos seus próximos quatro anos.
A primeira recomendação, e a mais essencial de todas,
é se certificar de que a instituição tem autorização
do MEC para funcionar. Além disso, é preciso saber
se o curso que ela oferece está credenciado. Isso é
possível saber por meio de uma consulta online no site oficial
do cadastro das instituições de ensino superior
(www.educacaosuperior.inep.gov.br).
A busca pode ser feita por faculdade, curso ou cidade.
Além disso, pelo site do Inep (
www.inep.gov.br),
o estudante tem acesso ao desempenho da instituição
no Enade, o exame nacional de desempenho dos estudantes que substituiu
o antigo Provão, dados que podem servir com um termômetro
para as graduações que já passaram pela prova.
VISITA
O terceiro passo deve ser uma uma visita à instituição,
o que acrescenta uma série de novos dados para o candidato.
Na secretaria, o aluno deve perguntar qual a carga horária
obrigatória do curso e qual a carga horária que a
faculdade oferece. 'Tem muitas faculdades que colocam uma carga
horária muito maior do que o obrigatório apenas para
cobrar mais créditos.
Ficam enrolando o aluno. Ele deve saber disso para poder fazer sua
escolha', afirma o consultor

SEGURANÇA - É bom verificar se instituição
tem autorização do MEC |
Carlos Antonio Monteiro, da CM Consultoria.
Há outras perguntas a serem feitas. Qual a formação
dos professores? Quantos são mestres e quantos são
doutores? A faculdade tem quantos estudantes por sala de aula? Por
meio dessas respostas, o aluno precisa também verificar se
o perfil do curso tem a ver com o que ele procura: uma graduação
mais voltada para a pesquisa ou uma voltada para a preparação
para o mercado.
Todas as informações que a secretaria da faculdade
deve fornecer para o possível candidato.
O Inep manterá em sua base de dados, por 5 (cinco) anos,
o registro de todos os resultados individuais dos participantes.
No campus, é interessante conversar
com veteranos, para ter uma idéia de suas opiniões,
e observar o estado das instalações, como laboratórios
e biblioteca. 'Se uma faculdade não souber fornecer esses
dados ou vacilar na hora de dar esse tipo de informações
para um aluno, ela deve ter algum problema a esconder', diz.
O consultor Ryon Braga, da Hoper Educacional, faz mais um alerta
para os vestibulandos: promessas muito milagrosas ou preços
muito abaixo da média são indicativos de uma faculdade
desesperada para atrair alunos, e que pode estar com problemas financeiros
para se manter.
'Cerca de 20% acima da média para aquele tipo de curso faz
parte de um jogo de mercado. Agora, cursos muito mais baratos, cerca
de um terço até do que a concorrente direta oferece,
são suspeitos. É preciso tomar cuidado com essas ofertas
que parecem milagrosas', afirma. ?