Dicas ao Vestibulando - 2008

É fundamental que você avalie detidamente todas as possibilidades postas à sua disposição para escolha de curso universitário, passo inicial em busca de futura carreira profissional de sucesso. Talvez uma alternativa interessante seja optar pelos cursos chamados teóricos. Nos últimos tempos, o mercado de trabalho vem se interessando por alunos concluintes desses tipos de curso, principalmente porque vêem neles possíveis profissionais diferenciados, graças à visão de mundo mais ampla. Leia abaixo algumas reflexões sobre o assunto que podem ser valiosas a você.

Muitos vestibulandos encontram resistência da família quando escolhem carreiras cujo curso é mais teórico, como filosofia, ciências sociais ou mesmo no campo das ciências exatas, como matemática ou física. No entanto, casos de sucesso mostram que essa formação pluralista pode ser valiosa para a carreira. A maioria segue na área acadêmica, como professor ou pesquisador, mas há quem encontre oportunidade em outras áreas.

Para o chefe do departamento de filosofia do Mackenzie, Marcelo Martins Bueno, os egressos de cursos com uma forte carga de teoria têm muita chance de colocação no mercado de trabalho.

Ele diz que houve uma evolução nas carreiras da área de humanas nos últimos vinte anos. Para Bueno, a democratização do conhecimento promoveu uma mudança na mentalidade da sociedade e do mercado em relação a esses profissionais.

Cursos de forte carga teórica costumam ser menos disputados que os outros. No último vestibular da Fuvest, o curso de medicina registrou 33,99 candidatos por vaga, enquanto filosofia teve 6,36, e química, 9,52.

A coordenadora do curso de história da Unesp de Assis, Andrea Carvalho Rossi, vê a necessidade de mudança no enfoque dos cursos mais teóricos.

"Nosso trabalho é mostrar que os alunos também poderão trabalhar com outras coisas.”
Ela cita exemplos de historiadores que prestam consultoria para cinema, televisão e teatro.

O novo perfil dos alunos de filosofia já é, para a coordenadora do curso na PUC, Sônia Campaner Ferrari, sinal de mudança. Segundo a professora, eles são cada vez mais jovens e o curso deixou de ser procurado como uma segunda formação.