A concepção de conhecimento que
regula nosso trabalho e permite a busca dos objetivos apresentados
deriva da noção de conhecimento como:
• mutável, construído na tensão entre
possibilidades, situações e experiências diferentes,
o que faz com que o concebamos, também, como
dotado de historicidade: conhece-se conforme o tempo
que se vive, conforme as experiências históricas trilhadas
individual ou coletivamente, conforme as possibilidades
abertas àquele tempo e àquela circunstância;
• dialógico, independentemente de ser produzido em
circunstâncias individuais ou coletivas. Deriva
de uma situação de contato entre temporalidades, entre
pessoas, entre campos específicos de estudo.
Explícitos ou não, inúmeros diálogos
o baseiam: entre disciplinas, entre saberes, entre pessoas.
Sustenta-se numa prática pedagógica que privilegia
três eixos:
• problematização, pois pensar a partir de
problemas sempre facilita a percepção da instabilidade
daquilo que se conhece. Os problemas levam à busca de saídas
e à criação de alternativas para
superá-los, apontam a insuficiência do já
sabido e sua precariedade, destacam a importância
do contínuo trabalho de estudo e pesquisa;
• investigação, pois privilegiar a investigação
como princípio de construção do conhecimento
reforça a atitude de desconfiança e
insatisfação perante o já sabido, oferece
ao aluno a oportunidade de enfrentar situações
imprevistas, que podem variar da banalidade de um obstáculo
burocrático à densidade teórica necessária
para que sustente uma argumentação;
• coletivização, pois a produção
e a troca de conhecimento, o compartilhamento da dúvida,
além de identificarem claramente a complexidade
do conhecimento, facilitam a abordagem de questões
de respeito e ética nas relações pessoais
e no trabalho intelectual