CAMPEONATO INTERNO

DURANTE OS ÚLTIMOS ANOS


PAULO EGREJA DE BARROS MONTEIRO
ALUNO DO 3º ANO A - ENSINO MÉDIO

Nos últimos anos, sempre houve o desejo de se realizar um torneio entre classes. Porém, isso nunca havia sido feito pelo não comprometimento das séries e porque, simplesmente, não havia alguém que parasse, pensasse e planejasse tudo. Justamente o diferencial desse ano. No começo do ano letivo, com a vontade dos alunos, associada à disposição do professor Marcelo e com o apoio da direção da escola, começou-se a organizar uma competição que seria planejada pela escola, mas gerida pelos alunos. Assim, surgiu o torneio que acabou se tornando mais importante para os alunos do que qualquer competição profissional: O Campeonato de futebol do Colégio Cidade de São Paulo.

Começou sob desconfiança de alguns que não acreditavam na sua realização. Mas, nem por isso, o torneio deixou de avançar e acabou trazendo enormes benefícios ao ambiente da escola. Alunos que nunca haviam conversado ou se conhecido uniram-se; estudantes que até então não eram, digamos assim, populares, tornaram-se verdadeiros ídolos devido às atuações; um garoto de quase 19 anos jogou, sem constrangimento, em um time cuja faixa etária girava em torno de 14 anos; o time formado inteiro por alunos do terceiro colegial foi eliminado pelo time da oitava série (9ºano).  Lógico que tivemos problemas, principalmente quando as reclamações começaram a passar dos limites. No entanto, o curioso é que mesmo reclamando, mesmo falando que estava sendo “roubado”, mesmo se virando contra a arbitragem, ninguém abandonou o torneio ou deixou de assisti-lo. Afinal, a vontade de participar superava os supostos “erros”, normalmente apontados por quem perde. O torneiro mobilizou a todos, da diretora que não perdia um jogo até os alunos que não jogavam, mas que estavam sempre por perto para ajudar na organização. Tivemos ainda torcidas organizadas e até gente que escreveu “crônicas” sobre os jogos. O campeonato monopolizou as conversas entre os estudantes durante quatro meses. E não importa se é na saída ou na internet, se alguém prestar atenção nas conversas, ainda encontrará gente falando dos jogos. Vimos gols lindos, gols cômicos, viradas inacreditáveis, derrotas impensáveis, técnica, raça, vontade... Enfim, de tudo.

Ao final do torneio, tivemos o time do Créu, apelidado de “Menudos do Cidade”,devido a pouca idade, eliminando o forte e temido Passa Bola, que dominou o torneio mas que calçou “salto alto” na hora de decidir e acabou indo para classe mais cedo. De outro lado, Os Repetentes superaram as discussões internas, os erros bobos e a falta de seriedade e acabaram chegando à final, presenciada por, literalmente, a escola inteira, do infantil ao terceiro colegial; dos funcionários aos donos da escola. Como previsto, os Repetentes acabaram vencendo e se consagrando campeões de um torneio que será muito difícil de ser esquecido.

É por isso tudo que, quando penso no campeonato como um todo, consigo ver um milhão de coisas boas que ele trouxe para a escola, mas não consigo achar nada de ruim. E creio que a maior prova disso é o fato de que o assunto corrente no colégio atualmente já é a organização do próximo campeonato – agora chamado de Clausura – que está previsto para o mês de agosto e que promete ser ainda melhor que o primeiro.

E assim, encerramos a história do torneio e nos preparamos para o(s) que ainda está(ao) por vir.